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Área de intervenção

Autoestima e bem-estar emocional

Há pessoas que funcionam bem aos olhos dos outros e que, por dentro, vivem com uma exigência que nunca se cumpre.

Situações frequentes

  • Autocrítica constante, muito acima do que se diria a outra pessoa
  • Dificuldade em dizer não, mesmo quando o custo é elevado
  • Comparação frequente com os outros, com desvantagem própria
  • Adiar ou evitar por medo de não ser suficientemente bom
  • Desvalorizar resultados e atribuí-los à sorte
  • Cansaço persistente sem uma causa clara

Sobre Autoestima e bem-estar emocional

Autoestima não é gostar de tudo em si próprio. É conseguir avaliar-se com alguma justiça: reconhecer limites sem os transformar em provas de que não se vale o suficiente.

A crítica interna e o custo de a levar a sério

Quando a voz crítica é constante, o esforço deixa de contar. Cada resultado bom explica-se por sorte ou por circunstância; cada erro confirma a suspeita antiga. Isso desgasta e, com o tempo, faz evitar situações onde exista a possibilidade de falhar.

Onde costuma aparecer

Na dificuldade em dizer não e no cansaço que vem de ceder sempre. Na comparação permanente, hoje muito alimentada pelas redes sociais. No perfecionismo, que atrasa e paralisa em vez de melhorar. Na dificuldade em aceitar elogios. E em relações em que se aceita menos do que se gostaria por receio de ficar sozinho.

Quando pode fazer sentido procurar ajuda

Costuma fazer sentido quando esta forma de se avaliar deixou de ser um traço e passou a condicionar decisões: recusar oportunidades, manter relações que fazem mal, ou viver num nível de exigência que já não é sustentável.

Como o acompanhamento pode ajudar

O trabalho não passa por repetir afirmações positivas. Passa por examinar de onde vêm estes critérios de avaliação, a quem pertenciam originalmente, e o que sustentaria uma leitura mais justa.

  • Identificar as regras internas que estão a ser aplicadas
  • Distinguir exigência útil de autocrítica que só desgasta
  • Trabalhar limites concretos em relações e no trabalho
  • Reduzir o evitamento associado ao medo de falhar
  • Reconhecer o que já é feito, sem o descontar automaticamente

Abordagem

Trabalho centrado em situações concretas do dia a dia, e não apenas na história passada. A história ajuda a compreender de onde vem o padrão; as situações atuais são onde se verifica se algo está a mudar.

Perguntas frequentes

Perguntas sobre autoestima e bem-estar emocional

Como sei se devo procurar apoio psicológico?

Não é preciso estar em crise. Costuma fazer sentido quando algo se mantém há semanas ou meses, interfere no sono, no trabalho, nos estudos ou nas relações, ou quando as estratégias que antes funcionavam deixaram de resultar. Se está em dúvida, a primeira consulta serve exatamente para isso: pensar sobre a situação e decidir com informação.

Como funciona a primeira consulta?

Serve para compreender o que o trouxe até aqui: o que está a acontecer, desde quando, o que já tentou e o que gostaria que fosse diferente. No fim, ficamos com uma ideia partilhada do que faz sentido trabalhar e com que frequência. Não é necessário preparar nada nem levar nada escrito.

Com que frequência são as consultas?

Depende da situação e do momento. É frequente começar com uma periodicidade semanal ou quinzenal e ajustar ao longo do acompanhamento. A frequência é decidida em conjunto, não imposta.