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Área de intervenção

Ansiedade, medos e fobias

A ansiedade é uma resposta normal a situações que exigem atenção. Torna-se um problema quando passa a ser permanente, desproporcionada ou quando começa a limitar escolhas.

Situações frequentes

  • Preocupação que se mantém a maior parte dos dias e é difícil de interromper
  • Sintomas físicos: tensão, aperto no peito, falta de ar, tonturas, náuseas
  • Episódios súbitos de medo intenso, com sensação de perda de controlo
  • Evitar situações, lugares ou conversas para não sentir ansiedade
  • Dificuldade em adormecer por causa dos pensamentos
  • Irritabilidade, cansaço e dificuldade de concentração

Sobre Ansiedade, medos e fobias

Grande parte do desgaste da ansiedade não vem do que acontece, mas da antecipação: imaginar repetidamente cenários possíveis e preparar-se para todos. O corpo responde como se a ameaça fosse real e presente, mesmo quando não é.

Evitar alivia no momento e mantém o problema

Quando algo provoca ansiedade, evitá-lo traz alívio imediato. Esse alívio ensina que evitar funcionou, e o receio tende a crescer em vez de diminuir. É por isso que muitas situações se tornam progressivamente mais difíceis: não por falta de vontade, mas porque o padrão se reforça a cada repetição.

Formas que costuma assumir

Preocupação constante e difícil de travar; ataques de pânico, com sintomas físicos intensos e súbitos; medos específicos, por exemplo de conduzir, de voar, de sangue ou de animais; ansiedade em situações sociais e de avaliação; e ansiedade ligada à saúde, com verificação repetida de sintomas.

Quando pode fazer sentido procurar ajuda

Costuma fazer sentido quando a ansiedade se mantém há semanas, quando interfere no sono, no trabalho, nos estudos ou nas relações, ou quando a lista de coisas evitadas está a aumentar.

Sintomas físicos intensos merecem sempre ser avaliados também por um médico, para excluir causas orgânicas. Feito isso, o trabalho psicológico pode avançar com mais segurança.

Como o acompanhamento pode ajudar

O primeiro passo é compreender como a ansiedade funciona no caso concreto: o que a desencadeia, o que a mantém, e que estratégias de alívio a estão involuntariamente a alimentar.

  • Reconhecer os sinais precoces, antes de a ansiedade escalar
  • Reduzir gradualmente o evitamento, ao ritmo definido em conjunto
  • Trabalhar a relação com os pensamentos, sem tentar controlá-los à força
  • Aprender formas de regular a ativação do corpo
  • Reduzir comportamentos de verificação e de procura de garantias

Abordagem

A exposição a situações evitadas é feita de forma progressiva e combinada, nunca por surpresa. O objetivo não é eliminar a ansiedade — é deixar de organizar a vida em função dela.

Perguntas frequentes

Perguntas sobre ansiedade, medos e fobias

É preciso medicação para tratar a ansiedade?

A prescrição de medicação é da competência de médicos, não de psicólogos, e nem todas as situações a envolvem. O acompanhamento psicológico pode ser feito com ou sem medicação e, quando há medicação prescrita, o trabalho psicológico complementa-a. Se em algum momento fizer sentido uma avaliação médica, isso é conversado.

Como sei se devo procurar apoio psicológico?

Não é preciso estar em crise. Costuma fazer sentido quando algo se mantém há semanas ou meses, interfere no sono, no trabalho, nos estudos ou nas relações, ou quando as estratégias que antes funcionavam deixaram de resultar. Se está em dúvida, a primeira consulta serve exatamente para isso: pensar sobre a situação e decidir com informação.

Como funciona a primeira consulta?

Serve para compreender o que o trouxe até aqui: o que está a acontecer, desde quando, o que já tentou e o que gostaria que fosse diferente. No fim, ficamos com uma ideia partilhada do que faz sentido trabalhar e com que frequência. Não é necessário preparar nada nem levar nada escrito.